3 de julho de 2016

Catálogo de Vias - SERRA GERAL/SC



Texto por Fernando Urnau

O final do ano de 2014 terminava com um saldo positivo no número de vias abertas em um novo setor e também em setores consolidados da região. Quando retornei de meu período de férias do ano novo junto com o Zig iniciamos uma contagem para somar os resultados, do papel foi para o computador e a empolgação gerou um documento que em três semanas criou forma e características para a edição de um catálogo. 

Via Avalanche (7a)
Imaginávamos a distribuição digital mas aos poucos os retoques e ajustes foram encorajando uma publicação, e em meados de maio de 2015 fizemos alguns orçamentos imaginando poder publicar com recursos próprios, o que se mostrou impossível. A solução foi pedir patrocínio para as cidades que abrangem os principais setores da região central da Serra Geral Catarinense. O projeto era ousado, 52 páginas todas coloridas e divisão de custos entre as três prefeituras. 

Queríamos um layout simples que atendesse o publico em geral sem deixar faltar as informações necessárias ao montanhistas. Em novembro com o projeto montado e com um piloto pra cada cidade fizemos contato com as secretarias responsáveis e todas aprovaram a ideia que ia cada vez mais recebendo ajustes. 

Guardamos em segredo achando que antes do fim do ano teríamos o catálogo em mãos, mesmo com toda a receptividade dos funcionários envolvidos nos governos municipais tivemos muita demora no recebimento dos valores para executar o projeto. Chegou 2016, janeiro, fevereiro, março, abril… muita cobrança, ligações, e-mails, visitas, mais ligações até que em fim, conseguimos!


O Catálogo de vias da Serra Geral Catarinense é gratuito, nossa intenção é divulgar a escalada da região valorizando os trabalhos realizados por todos os montanhistas envolvidos com a Serra Geral, contemplando as cidades que possuem muitas opções para prática de esportes de aventura.

As cidades envolvidas no projeto possuem exemplares para distribuição que será da seguinte forma;

Siderópolis  - O material estará disponível no gabinete do Prefeito.

Treviso - Na casa da cultura e em breve nos pontos de atendimento ao turista instalados nos portais da cidade.

Lauro Muller - Na prefeitura e em breve em um centro de visitas com museu e atendimento ao turista.

Maiores Informações com os autores
Bode: bode_montanha@yahoo.com.br
Zig: scaladors@yahoo.com.br

Daniel Casas na via Limonada (7b) Serrinha



9 de maio de 2016

ABERTURA Mirante 360



Nesse final de semana foi reaberto um dos principais setores de escalada esportiva do estado, o Mirante Eco 360.
Esse setor representou no final dos anos 90 uma revolução para o esporte em Santa Catarina, foram nessas paredes que se consolidou vias difíceis e técnicas, que ajudaram na evolução de uma geração e seguem sendo ainda um excelente desafio.




A alguns anos atrás o setor havia passado por um revitalização, foi todo regrampeado, suas bases e acessos limpos, trilhas sinalizadas, árvores plantadas. O resultado ficou incrível (veja mais)
Porém nos últimos anos a antiga administração do espaço fechou o acesso a escaladores gerando muito prejuízo, inclusive depredação de muitas proteções fixas das vias.

Bom que com o passar do tempo tudo muda, com a realização de um trabalho de acesso feito pelos escaladores locais junto com a Associação Catarinense de Montanhismo e Escalada, By Wall e Garra Aventura conseguiu-se reabrir o setor. As vias que haviam sido depredadas foram arrumadas, as trilhas reabertas e o setor voltou a brilhar!!!

A Eco 360 cobra uma taxa de 10 reais para manutenção do local que conta com WC, estacionamento e vigia 24h. Esta taxa não é para escalar pois TODOS os visitantes do local pagam a mesma taxa. Para escalar todos devem preencher cadastro e termo de responsabilidade. Sejam todos bem vindos!















19 de abril de 2016

Canaleta Joinville

Parece que a cidade de Pancas/ES virou mesmo destino certo dos montanhistas de Joinville, são vários os escaladores que já se desafiaram naquelas montanhas de rocha nua.
A última investida resultou em uma nova via na da Pedra do Camelo, batizada de Canaleta Joinville.

Confiram o relato segundo João Luís Pinto um dos conquistadores:

Conquistando em Pancas (ES)

Pancas está situada no interior do Espírito Santo, a cento e oitenta e nove quilômetros da capital Vitória. Cidade pequena, mas com enorme potencial turístico, especialmente para a escalada.
Tive o prazer de retornar pela segunda vez a Pancas com um grupo de amigos de Joinville (SC). A intenção era de conquistar uma linha maior e mais desafiadora. Infelizmente tivemos que adiar este projeto porque nosso tempo estava acabando. Mas nem tudo estava perdido...
Para nossa surpresa, um dos nossos comentou que tinha visto uma linha no retorno da trilha da Pedra do Camelo. Ao ver as fotos, achamos que seria possível abrir uma linha em poucos dias.
Estávamos certos! Finalizamos a via em dois dias de trabalho e muito sol. Alguns nunca tinham conquistado antes. Foi uma experiência incrível.



Grupo de conquista (Da esquerda para direita): João Luís Pereira Pinto, Lucio Allendre Reffatti,
Piero Dallabona, Daniel Savi Melara.


Iniciando a conquista do trecho dos balcões.

Finalizando a via. Duplicação da quinta parada.

10/07/2015 - 16h00 do segundo dia: Cume! 


PARABÉNS A EQUIPE!!!!
QUANTO MAIS VIAS MELHOR!!!

Mais sobre escaladas em Pancas ---> Clique aqui

29 de março de 2016

Na ponta da corda


Urbano na segunda enfiada (7a)

Recentemente foi finalizada uma nova via no Morro da Cruz em São Chico, trata-se da via Pumbélha, que foi aberta por Alecsandro Urbano e Felippe Karvat.

Aproveitando os bons ventos que chegaram junto com a mudança da estação, aproveitei pra conhecer a nova via, pra mim sempre uma grande satisfação poder subir algo novo no morro, ainda mais aberta por amigos que tive o prazer de ensinar através dos meus cursos.

1. Vó Laudi  2. PUMBÉLHA  3. Penélope

São duas enfiadas bem divertidas, a primeira mais curta com uma passada de 7a e a segunda mais longa, com 35 metros, também 7a só que mais constante e vertical. A via ainda segue pra uma terceira enfiada, porém como é um trecho bem liso, optou-se por finalizar a via por ali mesmo, pelo menos temporariamente para melhor avaliação. Pra descer com uma corda de 60m melhor ir pela via Penélope, que localiza-se a direita. A graduação sugerida é: 6. VIIa E2 , assim que a via receber novas repetições poderá ser ajustado.



Como acompanhei todo o processo dessa conquista, além do prazer em fazer a primeira repetição, posso descrever e compartilhar alguns pontos que julgo importantes.
A equipe buscou informações, sugestões e capacitação, escolheram a linha e aplicaram o estilo de aventura predominante no morro. Vieram de baixo na ponta da corda descobrindo cada passada, algumas em livre, outras em artificial. Aproveitaram as fendas e buracos, característicos dessa parede, para proteger os lances com equipamentos móveis. Deixaram uma boa distância entre as outras vias existentes para não descaracteriza-las. 

Tiveram também momentos de dúvidas, pra decidir a direção a seguir, procurando a linha natural ou qual técnica usar, seguir em livre ou subir nos clifs, furar ou não, onde bater a proteção... Dúvidas tipicas de abertura de vias, que surgem somente no momento da ação, do fazer acontecer, que nos permite adquirir experiencia, para uma das mais interessantes facetas do esporte, subir por itinerários inéditos.

Como resultado, posso afirmar que foi uma ascensão muito bem feita, sem dúvida mais uma excelente via pra testar e aprimorar nossas qualidades como escaladores.


Finalzinho da primeira enfiada.

Mais sobre as vias do Morro da Cruz clique aqui.
Em breve mais informações na segunda edição do Guia de Escaladas em Rocha de São Francisco do Sul.



25 de outubro de 2015

NOVOS BLOCOS - Morro do Finder

Rafael Alchieri provando o Gravidade Zero V4 - Setor Floresta

Localizado praticamente no centro da cidade de Joinville o Parque Municipal Morro do Finder sempre foi um setor bastante frequentado, principalmente a Pedra do Veloso, que tem várias vias esportivas e o setor da Gruta, que conta com vários boulders. Ambos os setores desenvolvidos no final dos anos 90.

Recentemente comentei com a galera, que em uma ocasião explorando a floresta do Parque eu havia encontrado uns blocos interessantes, mas que na época (começo dos anos 2000) não me motivei em limpar e abrir os lances.


Boulder Unha de Gato V2 - Setor Floresta

Com uma "nova geração" de escaladores motivados, fomos a procura desse setor e pra alegria geral os blocos eram MUITO melhores do que se esperava.
Rapidamente começaram os trabalhos de limpeza e abertura dos boulders. O mato que tomava conta dos blocos foi retirado, as bases foram arrumadas, bromélias e orquídeas foram retiradas e colocadas nas proximidades. Os espinhos e trepadeiras, comuns desse ambiente de mata secundária, foram retirados e deram um novo ânimo pra floresta crescer.


O setor foi denominado de Floresta e se localiza na encosta logo abaixo do setor principal. A rocha é a mesma encontrada em outros blocos, um quartizito de excelente qualidade e com muitas agarras. A maioria dos boulders são negativos e tetos, tornando a escalada bem específica e difícil. Foram abertos aproximadamente 8 lances  e há muita coisa boa e difícil ainda pra abrir. 

Edwil James no boulder Imaginésio V3

Os principais responsáveis pelo "trabalho" realizado nesse novo setor e as primeiras ascensões foram, Rafael Alchieri, Edwil James, Alecsandro Urbano, Guido Gelbcke, Christine Mender, Jader Rampinelli e Daniel Casas.

Para conferir o croqui completo dos novos boulders e dos setores "antigos" de um clique aqui. 
Para saber mais sobre o setor clique aqui.

IMPORTANTE

- Mantenha o ambiente como encontrou.
- Utilize os acessos já abertos.
- Para abertura de novos blocos e linhas utilize as técnicas de mínimo impacto, retirando a vegetação onde é estritamente necessário e realocando sempre que possível.
- Não cave agarras.
- Em caso de novas ascensões comunique a galera local para registrar as informações.

Todos são bem vindos à se divertir e abrir novos lances!!!








8 de setembro de 2015

Pura Rocha

Escalar essas montanhas é buscar mais que um cume, é uma oportunidade de ir ao encontro do equilíbrio físico e mental, conectar ao momento presente e por fim viver nossos sonhos.


Pico Maior ao centro, picos Menor e Médio a esquerda e Capacete a direita

Um dos principais centros de escalada em grandes paredes do Brasil é com certeza o conjunto de montanhas do Parque Estadual dos Três Picos, em Nova Friburgo/RJ, ou simplesmente Salinas. Foram nessas paredes, onde escaladores como Tartari, Portela,  Hartmann, entre outros, forjaram um estilo de escalada arrojada e moderna, buscando sempre uma escalada limpa, minimizando os pontos de apoio, empurrando o limite vigente e dando novas referências para o montanhismo brasileiro.
Subir por essas paredes é "beber da fonte" da escalada tradicional brasileira, montanhas de rocha nua, metros e metros de escalada, técnicas variadas, cumes onde não se chega andando.


Pico Maior

Os Picos Maior, Menor e Médio junto com Capacete e a  Caixa de Fósforos, são as montanhas mais frequentadas da região e onde se concentram o maior número de vias. 
Nas palavras de Portela "Tem de tudo. Nem pra todos. Tem bloco e falésia, parede pequena e grande. Fácil, difícil e imponente. De rocha pura ou com muita vida e sempre com muita aventura." 

Vias com 10 ou mais cordadas são comuns, a rocha predominante é um granito/gnaisse de excelente textura, sólido e aderente. Uma das principais características do local é a distância entre as proteções, lances longos sem ver o próximo grampo são comuns. A grande maioria  das vias possui o grau de exposição E3 ou maior, ou seja, escaladas com certo comprometimento, onde uma queda pode gerar um acidente. Porém devido a qualidade da rocha esse "detalhe" pode até passar despercebido depois que se acostuma ao estilo. 

Um "mar de granito" com suas infinitas possibilidades de subida.

Filipe Rochi na parte alta da via Fata Morgana no Capacete

Essa foi uma viagem de última hora,  não estava nos meus planos pra temporada, porém era um destino que sempre tive vontade de voltar, para aprender e me testar.  

Em outra ocasião já havia subido o Pico Maior pelas vias Leste e Decadence, ainda lembro do contraste que foram essas duas escaladas - aventura plena e puro desfrute - tínhamos pouca informação e nunca escalado nessas montanhas. A primeira foi a Leste, entramos apreensivos e focados, já de cara sentimos na pele o estilo arrojado dessas paredes, choveu nas últimas cordadas e mesmo assim seguimos adiante, fizemos cume e sem perder tempo achamos os rapeis com visibilidade mínima, com forte chuva chegamos de dia e felizes ao acampamento. 

Dias de descanso e foi a vez da Decadence, na mesma face e praticamente o mesmo tamanho da Leste, 700 metros de "pura roca". A escalada foi puro desfrute em um dia de sol e sem vento. Já habituados ao estilo, fomos rápidos, subimos parte da via em simultâneo. Em 5 horas já estávamos sobre as pedras do cume aproveitando o sol, sentindo o vento e tentando entender, junto ao turbilhão de emoções que invadem nossas mentes,  as motivações que nos levam a momentos tão plenos.





A vida segue e me leva mais uma vez onde quero estar: aos pés da parede mirando a linha da próxima aventura.  A "bola da vez" seria a via Arco da Velha (D4 6. VIIa E3). Sinto um irresistível magnetismo em testar minhas qualidades como montanhista em uma parede tão imponente e por uma via que quebrou paradigmas em seu tempo! 

Como seria uma viagem de poucos dias pra tanta rocha, tracei um cronograma objetivo em minha mente: duas vias pra aquecer no Capacete, um dia de descanso e então a Arco da Velha.


Face norte do Capacete e Pico Maior a esquerda.
Cume do Capacete e Pico Maior ao por do sol 

Com Reginaldo e Urbano subi a via El Kabong (D3 5. VI E2 450m), uma boa escalada que fica mais interessante após as três primeiras cordadas, onde a parede fica mais vertical. Boa para entrar no ritmo e se adaptar a rocha sem se expor demais. Depois foi a vez dos 400 metros da Sólidas Ilusões (D3 5° VI+E3), uma clássica e super bem recomendada. Uma cordada melhor que a outra, técnicas variadas mesclando proteções fixas e móveis. É boa para "entrar no clima" e começar a se acostumar com lances menos protegidos.


Urbano nas últimas cordadas da via Pança do Mamute onde a Kabong se junta.
Caon no final da Sólidas, lá embaixo no descampado a área de camping 


Entrando do diedro da 3. cordada da via Sólidas Ilusões

Um dia de descanso pelo vale pra ficar de preguiça, aproveitar o sol e se preparar pra escalada. O corpo relaxa, mas a mente cada vez mais ansiosa com o passar das horas. Ronchi e Regi estão na Leste, vamos a um mirante e acompanhamos os últimos metros da escalada, pequenos pontos perdidos no granito. Em pouco tempo pisaram no cume e pudemos escutar seus gritos ao longe e sentir a vibração positiva. Nessa hora do dia o vento já tinha mudado de direção e soprava com força,  trazendo muitas nuvens, o tempo parecia virar. 

Acordamos as 4 da manhã, noite estrelada, um rápido café e sob as luzes de nossas lanternas frontais, seguimos a passos decididos nosso caminho. Chegamos na base clareando o dia e quando o sol surgiu no horizonte já estávamos avançando na primeira parte da via, mais fácil e positiva.

Minutos antes do sol despontar no horizonte

Tocando na parede junto com os primeiros raios de sol.

O tempo ainda parecia suspeito no começo da manhã, mas com o avançar do dia e a medida que ganhávamos altura foi se estabilizando e seguiu perfeito, com temperatura agradável e pouco vento. 


Rafael Caon iniciando a 4. cordada.

Na segunda parte da via, a parede ganha verticalidade e mostra todo seu encanto, boas agarras e lances longos com poucas possibilidades de colocações móveis. Frito minha cabeça, mantenho o foco e me divirto na busca pelo melhor caminho. Como as proteções são distantes e as possibilidades de caminhos muitas, achar a sequência de agarras certas que me levarão a um "porto seguro" é a parte mais difícil e também a mais interessante. Ir passo a passo, com cautela pra não entrar em "xeque mate" impossibilitando a subida ou a descida, faz com que meus sentidos mantenham-se atentos. Sigo em uma mistura de transe e êxtase, me equilibrando na vertical, meus pensamentos voltados exclusivamente para o momento presente, focado em resolver cada passada com maestria. O tempo parece parar.


Sétima cordada
Urbano liderando a 8. cordada.

Nosso ritmo é bom e logo chegamos em uma cordada chave, que consiste em um teto com agarras. Um lance de VI, mas o número é apenas um parâmetro e não representa a real dificuldade em fazer a passada. Lá no alto da parede, protegido com pequenas peças, sentindo o vazio, tudo fica mais complexo. Demoro um tanto pra passar o lance, vou e volto, negociando com as agarras, enfim decido e com atitude escalo sem medo. Mais alguns metros e melhor protegido sigo até a corda praticamente acabar e monto a parada. 


10. cordada da via Arco da Velha

Desse ponto em diante sabemos que estamos com o jogo praticamente ganho, faltam apenas 4 cordadas e então baixamos o ritmo, um tanto pelo cansaço e um pouco para desfrutar dessa bela escalada. Mas a montanha não perde verticalidade e precisamos seguir apertando com força e pisando certo nas agarras. Na parte final juntamos na Decadence e seguimos por ela até o cume em tempo de apreciar o por do sol. 



Cume Pico Maior

Tão raro esses momentos de cume, sensações que não podem ser racionalizadas, muito menos descritas, devem ser experimentadas

Não nos demoramos muito no cume e logo partimos em busca da descida. Saio abrindo os rapeis, e um a um vamos perdendo altura e nos aproximando do colo com o Capacete. Já é noite escura e no último rapel me perco e acabado entrando em uma grota, ao menos estava no chão. Meus parceiros, sem muita escolha me seguem, traço uma linha reta e rasgamos o mato até achar a trilha que nos leva pra junto do calor do fogão a lenha.

"...no meio da pedra tinha um caminho..." Via Arco da Velha

Os dias vão passando rápido, amigos chegando e outros indo, cada qual com seus objetivos. O tempo segue firme e após algum descanso, trivialidades, ócios e devaneios a motivação volta. Ainda subimos as vias Fata Morgana e Roberta Groba no Capacete, pra encerrar essa rica temporada! 
Aos amigos com quem pude compartilhar esses dias na montanha, muito obrigado!


Cume do Capacete


Pra finalizar um pequeno clip no melhor Jamaica Style!!!




Apoio: Jurapê Equipamentos para Aventura, Resseg Mountain Wear, Hard Adventure e Salamandra Escola de Montanha.


15 de julho de 2015

FESTIVAL DA MONTANHA




AS EXPERIÊNCIAS DE QUEM OUSOU TRILHA O SEU CAMINHO, essa é a chamada do FESTIVAL DA MONTANHA que reunirá entre os dias 24, 25 e 26 de julho praticantes e simpatizantes de diversas atividades de montanha, tudo aos pés da belíssima Serra Geral Catarinense no município de Siderópolis.

Mostra de filmes, fotográfica e palestras vão contar um pouco da história de caminhantes, montanhistas e escaladores da região.

Durante todo evento irão acontecer diversas atividades como caminhadas, slackline,stand up padle, mountain bike, cavalgadas e escaladas.
Um evento ao ar livre para toda família.


PROGRAMAÇÃO FESTIVAL DA MONTANHA:

24 de Julho – Sexta-feira
Horário: 19h30min
Recepção e Abertura
Mostra: Vídeo Rotas do Aguaí

25 de Julho – Sábado
8 horas - início das atividades
Caminhada – O Guarani – Caminhada até a Casa de Cerimônias Guarani – 15km ida e volta nível fácil
Pedal - aproximadamente 50 km – nível intermediário, saindo da base em direção a Treviso, com almoço na Pousada Santo Antonio (por adesão R$ 25,00) – totalmente em estrada de chão
Slackline - Equipe Pés na Fita e Cabeça na Escola – Demonstração e Instrução
Stand Up Padle - Equipe Aloha - Barragem do Rio São Bento
Escalada Setor Serrinha
Cavalgada – Fazenda São Lourenço
(atividades devem ser agendadas via Ficha de Inscrição – valores incluídos na inscrição)
Podem haver alterações ou exclusão de atividades conforme números de inscritos.

18 horas
ENCONTRO ENTRE HOMENS E MONTANHAS:
Daniel Casas - Arte Vertical: Conceito do montanhismo e suas modalidades.
Rafael Caon- Gelo Patagônico Sul
Edemilson Padilha – A  conquista da via “Fio na Navalha” como abrir uma via de 700 metros, numa parede com pouquíssimas informações.

20h30min – Mostra: Video Memórias de São Pedro – Conversa Júnior e Michele

26 de Jullho - domingo
8 horas
Escalada Morro da Mina – uma das maiores vias de escalada em arenito do Brasil, com Daniel Casas, Rafael Caon, Edemilson Padilha e Filipe Ronchi
Cobertura: RBS TV
Caminhada até a Gruta – 11km ida e volta com vista panorâmica da Barragem do Rio São Bento
Pedal até Instituto Felinos do Aguaí – 18 km ida e volta, aproximadamente

Previsão de término das atividades e retorno à base até 13 horas.

Mostra de fotos espaço permanente.

Filipe Ronchi na via Excrescência, uma das preciosidades da Serra Geral 


Faça sua inscrição antecipada pelo email: 
expedicaoxokleng@uol.com.br 
Acompanhe também as atualizações via fanpage https://www.facebook.com/ExpedicaoXokleng

Cursos Salamandra

Aventurem-se com segurança.
Confiram a agenda de cursos da Salamandra Escola de Montanha.
Instrutores CREDENCIADOS em Joinville e região EXCLUSIVIDADE Salamandra.
Guiando desde 2001.